quinta-feira, 24 de junho de 2010

"E no fim, descobrimos que nada, nada nos pertence"


Ao ler esta frase percebi de pronto a frustração de sua autora. Então, tentei entrar em sua poética mente e entender a decepção pela qual passou antes de concluir tal pensamento. Percebi que por mais que lutemos e demos o melhor de nós mesmos, nada depende apenas de nós: tudo tem dois lados, que muitas vezes advém de realidades tão distintas. Com certeza esse pensamento é fruto de um desapontamento, talvez em decorrência de uma atitude mal-compreendida. O fato é que este pensamento está realmente certo, tão certo a ponto de ter o poder de reverter sua situação geradora. Se nos aprofundarmos nele perceberemos que nem mesmo as nossas próprias vidas nos pertencem, pois não somos nós que determinamos seu inicio ou seu fim. Então, porque complicamos tanto a felicidade e a tornamos tão dificil se ela poder ser tão simples... Porque teimamos em tentar controlar cada momento de nossa existência, se nem o momento e nem mesmo a existência nos pertencem? Cabe a nós deixar de ser meros espectadores do momento para nos tornar parte do elenco, atuando em cada cena o melhor que pudermos. Talvez assim possamos ter alguma coisa: nossas lembranças; nossas experiências vividas; as sensações que nos marcaram e que nos arrepiam a espinha cada vez que delas lembramos; os momentos que contribuiram para nos moldar, permitindo que nos tornássemos no que somos hoje; e no que ainda seremos, e deixaremos de ser. Realmente não temos nada, a não ser a chance de fazer, a cada momento, melhor do que fizemos no momento que se foi. Carpe Diem! Tempus fugit! E tenho dito...

by: @shbel

2 comentários:

Menina Escritora disse...

Ótimo texto!!! Gostei de verdade, nada, nada nos pertence, nem nossas palavras...mas quando pegamos emprestado devemos usar da melhor forma!!!

Parabéns!!

Menina Escritora disse...

Adorei o texto!!! Muito bom mesmo!!!

Nem as palavras nos pertence, mas quando as emprestamos, que façamos bom uso.. (vc faz excelente uso)

Parabéns!!!